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O Ministério do Trabalho revelou que o governo vai liberar R$ 7 bilhões do FGTS para reduzir dívidas da população, que atingiu 80,4% em março. Foto: agência brasil

Governo vai liberar R$ 7 bi do FGTS para reduzir endividamento da população

Governo planeja liberar R$ 7 bilhões do FGTS para auxiliar 10 milhões de trabalhadores no pagamento e refinanciamento de dívidas

O governo prepara a liberação de R$ 7 bilhões do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) a 10 milhões de trabalhadores, a medida integra as ações desenvolvidas pela equipe econômica para conter as dívidas da população.

O que aconteceu

O Ministério do Trabalho revelou a liberação do FGTS. Em entrevista ao jornal O Globo, o ministro Luiz Marinho disse que o montante será complementar aos repasses dos profissionais que aderiram ao saque-aniversário e tiveram parte dos valores bloqueados pelas regras do programa.

Recursos podem ser utilizados para a quitação de dívidas. Segundo Marinho, a iniciativa prevê, contudo, a disponibilização de uma parcela do FGTS como garantia para acesso a crédito com juros mais baixos, permitindo o pagamento ou refinanciamento de empréstimos que podem comprometer até 35% da renda dos trabalhadores.

Proposta foi antecipada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. No início da semana, ele disse ter levado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um desenho de medidas para reduzir o endividamento das famílias e das empresas. A liberação do FGTS para o pagamento das dívidas era uma das possibilidades em análise.

Se a gente achar razoável o uso do FGTS para o refinanciamento de algumas dívidas, nós vamos admitir isso.

Dario Durigan

Endividamento elevado

Endividamento das famílias chegou a 80,4% em março, segundo a CNC. Durigan disse que o objetivo do pacote é reduzir esse patamar, considerado recorde, e criar regras com o Congresso para evitar que a população volte a se endividar.

Comprometimento de renda com dívidas atingiu 29,3% em janeiro, mostram dados do Banco Central. Por outro lado, a marca, também registrada em outubro de 2025, é a mais alta da série histórica iniciada em 2011 pela autoridade monetária.

Por fim, governo já fez o Desenrola, que renegociou R$ 53 bilhões para cerca de 15 milhões de pessoas. O programa anterior, entre 2023 e 2024, envolveu desembolso de R$ 1,7 bilhão da União em garantias. Mas os indicadores de endividamento seguiram em alta, de acordo com a avaliação apresentada no plano atual.

Fonte: uol