Jovens da Geração Z estão optando por câmeras e telefones antigos, invés de aparelhos mais atuais
Cada vez mais jovens da Geração Z estão abandonando smartphones e redes sociais em busca de uma vida menos dependente da tecnologia, resgatando CDs, câmeras e telefones antigos.
Uma matéria do Wall Street Journal ouviu alguns desses jovens e buscou entender a chegada dessa tendência atualmente.
Sobretudo, a estudante Lucy Jackson, de 17 anos, é um exemplo: usa um celular simples, mapas de papel e liga para táxis em vez de usar aplicativos. Para ela, a conexão limitada vale a pena. “Aprecio mais as coisas que não posso acessar facilmente”, diz.
Um cotidiano menos conectado
- Esse movimento vem crescendo entre adolescentes e jovens adultos que se cansaram da hiperconectividade.
- Muitos estão ressuscitando tecnologias dos anos 2000, como câmeras digitais, celulares flip, CDs e discos de vinil.
- No TikTok, proliferam vídeos sobre tocadores de CD Bluetooth e câmeras antigas — uma contradição que ilustra bem a nostalgia digital.
Por outro lado, o fenômeno se reflete também na música: artistas como Taylor Swift, Sabrina Carpenter e Laufey estão impulsionando as vendas de mídia física, e até novas plataformas, como o aplicativo Dissonant, apostam na experiência de receber CDs pelo correio.
Todavia, segundo uma pesquisa da Harris Poll, 80% dos jovens admitem que sua geração depende demais da tecnologia, e 60% dizem querer “voltar a um tempo antes de todos estarem conectados”.
Desintoxicação dos smartphones
Para muitos, como Jackson, trata-se de retomar o controle. “As redes sociais me faziam viver uma vida dupla — uma real e outra falsa”, diz. Agora, ela e outros jovens encontram satisfação em viver mais devagar, longe das telas e do imediatismo digital.



