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FMI eleva projeção global impulsionada pela IA, mas corta estimativa de crescimento econômico do Brasil para 2,2%. Foto: Daniel Slim/AFP

FMI reduz previsão de crescimento econômico do Brasil para 2,2% em 2026

FMI alerta para riscos do cenário externo e reduz expectativa de crescimento econômico do Brasil até 2027

O FMI (Fundo Monetário Internacional) reduziu, em sua atualização divulgada nesta terça-feira (13), as projeções de crescimento econômico do Brasil para 2026 e 2027.

O que aconteceu

FMI passou a prever alta de 2,2% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2026. A estimativa anterior era de 2,4%, uma revisão para baixo de 0,2 ponto percentual.

FMI projeta crescimento da economia brasileira em 2027

Para 2027, o FMI projeta crescimento de 1,9% para a economia brasileira. A projeção aparece na atualização do relatório com estimativas por país divulgada pelo organismo.

FMI eleva projeção de crescimento global em 2026

Brasil ficou na contramão do ajuste do FMI para o cenário global em 2026. O Fundo elevou em 0,1 ponto percentual a previsão de crescimento mundial, para 3,1%, com impulso associado aos investimentos em inteligência artificial.

Por que o FMI cortou a projeção do Brasil

FMI cita efeitos de juros elevados sobre a atividade econômica. Por outro lado, o organismo também menciona a retirada gradual de estímulos fiscais como um dos fatores por trás da desaceleração projetada.

Além disso, incertezas do cenário internacional também entram na conta do FMI. Sendo assim, o Fundo aponta que a alta de preços de energia ligada à guerra no Oriente Médio pressiona economias emergentes e amplia a diferença de ritmo em relação a países ricos.

Riscos apontados pelo FMI para os próximos meses

FMI alerta para a possibilidade de correção nos investimentos ligados à inteligência artificial. O organismo afirma que uma desaceleração do setor pode afetar a economia real e, além disso, se espalhar para outros mercados.

Por fim, a alta repentina nos rendimentos de títulos públicos e ataques cibernéticos estão entre os riscos de curto prazo. Para o FMI, esses fatores podem acionar vulnerabilidades do sistema financeiro global, apesar da resiliência recente dos mercados.

Fonte: uol