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Senado aprovou (25) vulnerabilidade absoluta de menores de 14 em casos de estupro. Foto: Reprodução/ agência senado

ESTUPRO: Senado aprova vulnerabilidade absoluta de menores de 14 anos

Projeto reforça que estupro contra menores de 14 anos configura crime independentemente de consentimento, e Senado amplia proteção legal às vítimas

O Senado aprovou (25), o projeto de lei que altera o Código Penal e determina que a Justiça sempre considere menores de 14 anos como vulneráveis em casos de estupro.

A lei considera estupro de vulnerável ter “conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos.” E pune o crime com pena de oito a 15 anos de reclusão.

Sobretudo, na lei, é considerada vulnerável também “alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato.” Ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência”.

A relatora da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senadora Eliziane Gama (PSD), afirmou que o projeto visa aprimorar a proteção de vítimas de estupro de vulnerável. E reafirmar o entendimento estabelecido na Súmula nº 593 do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Que considera irrelevantes, para a caracterização de crime, o eventual consentimento da vítima. A sua experiência sexual anterior ou a existência de relacionamento amoroso com o réu.

Polêmica e indignação

A aprovação do projeto no Senado ocorre num momento de polêmica e indignação envolvendo o assunto.

A 9ª Câmara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) absolveu, por maioria de votos, um homem de 35 anos que a Justiça havia condenado pelo estupro de uma menina de 12 anos. Além disso, o colegiado também absolveu a mãe da menina, que a Justiça havia condenado por conivência com o delito.

O argumento foi de que o homem e a criança viviam juntos como um casal.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) entrou com recurso para restabelecer as condenações dos dois réus.

Ontem (25), diante da repercussão negativa do caso, o desembargador Magid Nauef Láuar, do TJMG, relator do processo que havia absolvido os réus, acatou recurso do MP e manteve as condenações.

Para a senadora, a medida aprovada confere maior segurança jurídica e clareza à legislação penal, contribuindo, dessa forma, para a efetividade da repressão ao grave delito.

A Câmara já havia aprovado o projeto, e agora ele segue para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o sancione.

Fonte: ig