Durigan define nova equipe do Ministério da Fazenda e anuncia principais nomes para comandar a pasta econômica
Dario Durigan, novo ministro que assumiu o posto de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda, anunciou (23) a nova composição de sua equipe na pasta.
Em publicação no X, ele destacou Rogério Ceron no lugar até então ocupado por ele, de secretário-executivo, ou “número 2” do ministério. Como secretária-executiva adjunta, assume Úrsula Peres, professora da USP e especialista em políticas públicas, aponta Durigan. Daniel Leal fica à frente do Tesouro Nacional.
Como chefe de gabinete, Durigan escolheu Fábio Terra, e Flavia Renó como assessora especial. A Secretaria de Assuntos Internacionais (Sain) será liderada por Mathias Alencastro e a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) por Daniele Cardoso.
Tenho a alegria de compartilhar novidades na equipe do Ministério da Fazenda. Rogério Ceron será o novo secretário-executivo. Confio na sua capacidade de entrega, e destaco que seu trabalho à frente do Tesouro foi fundamental para avançarmos com nossa agenda nos últimos anos.
— Dario Durigan (@DarioDurigan) March 23, 2026
Veja a lista de nomes e cargos:
- Secretário-Executivo: Rogério Ceron
- Secretária-Executiva Adjunta: Úrsula Peres
- Chefe de Gabinete: Fábio Terra
- Tesouro Nacional: Daniel Leal
- Assessora Especial: Flavia Renó
- Secretaria de Assuntos Internacionais (Sain): Mathias Alencastro
- Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA): Daniele Cardoso
Novo ministro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou (19), durante um evento em São Paulo, o nome de Dario Durigan para substituir Fernando Haddad.
“O companheiro Durigan, que será o substituto do Fernando Haddad no Ministério da Fazenda. Olhem bem para a cara dele, porque a partir de agora é ele que vocês vão cobrar”, disse o presidente Lula ao pedir que Durigan se levantasse.
Além disso, no mesmo evento, Haddad também confirmou sua saída do Ministério, anunciada no início do ano, para, na noite de quinta-feira, formalizar em evento no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, sua pré-candidatura ao governo do Estado de São Paulo nas eleições de outubro deste ano.
Durigan assume o Ministério com um Orçamento comprimido por gastos obrigatórios e tem como desafio negociar a agenda econômica com um Congresso Nacional acuado pelo escândalo de fraudes envolvendo o Banco Master e em meio ao período eleitoral, que historicamente leva o Legislativo a reduzir o ritmo das atividades e resistir a medidas de ajuste fiscal, em geral impopulares.
Cenário econômico e pressão inflacionária
O comando da Fazenda se dá em um momento de maiores incertezas diante do conflito militar no Oriente Médio, que tende a pressionar a inflação com a alta de preços do petróleo e levou o governo a adotar medidas tributárias de socorro, com o cenário complexo ampliando a cautela do Banco Central em seu plano de cortar os juros.
Entre as pautas prioritárias negociadas por Haddad e que seguem pendentes, estão a limitação de supersalários no serviço público, reforma da previdência de militares, regulamentação econômica de “big techs” e normas microeconômicas.
Por outro lado, a Fazenda também deverá enviar ao Congresso projeto que regulamenta o novo Imposto Seletivo. Criado na reforma tributária sobre o consumo para incidir sobre bens e serviços nocivos à saúde e ao meio ambiente.
Com formação em Direito, Durigan atuou na Advocacia-Geral da União, Casa Civil e Prefeitura de São Paulo, e foi diretor de políticas públicas do WhatsApp antes de assumir o posto na Fazenda em 2023 no lugar de Gabriel Galípolo. Que deixava a pasta naquele momento para ser diretor do Banco Central.
Por fim, responsável pela interlocução com as secretarias da Fazenda e organização dos trabalhos da pasta, o secretário-executivo exerceu papel relevante nas negociações de medidas econômicas com o Congresso, também tendo se aproximado de Lula.
Fonte: istoédinheiro




