Documentário da Netflix revela o chocante sequestro de Elizabeth Smart e sua história de sobrevivência
Imagine acordar no meio da noite, dentro da segurança do seu quarto, com uma faca no pescoço. Foi assim que começou o pesadelo de Elizabeth Smart, então com 14 anos, em um dos crimes mais chocantes da história recente dos Estados Unidos. Mas o que aconteceu depois do sequestro é ainda mais difícil de acreditar. Se você é fã de true crime e busca uma história de sobrevivência que desafia a lógica, o documentário “Sequestro: Elizabeth Smart” (“Kidnapped: Elizabeth Smart“), que acaba de chegar à Netflix, é a sua próxima maratona obrigatória. Diferente de dramatizações sensacionalistas, aqui é a própria vítima quem conta como sobreviveu ao inferno.
O que torna este caso único?
Em 5 de junho de 2002, Elizabeth foi levada de sua casa em Salt Lake City (Utah) enquanto sua irmã mais nova, Mary Katherine, fingia dormir no mesmo quarto, paralisada de medo. Durante nove meses, o mundo achou que ela estava morta.
O documentário expõe a angústia da família e a pressão da mídia, resumida na fala dolorosa de Edward Smart, pai de Elizabeth:
“Não saber é a pior parte de tudo. Pelo que ela está passando? Como está sobrevivendo? O que podemos fazer para acabar com isso?”
Erros, pistas falsas e tragédia
Ao longo das investigações, a polícia enfrentou diversos becos sem saída que adiaram o resgate. O primeiro obstáculo foi que a única testemunha ocular, a irmã de 9 anos de Elizabeth, não conseguia se lembrar de detalhes claros do rosto do criminoso no momento do trauma.
Em outro revés dramático mostrado na série, um dos principais suspeitos, o faz-tudo Richard Ricci, morreu na prisão devido a um aneurisma antes de poder ser totalmente interrogado, deixando as autoridades novamente no escuro.
A realidade, porém, era mais sombria e estava mais perto do que todos imaginavam. Elizabeth estava viva, acampada nas montanhas a poucos quilômetros de sua casa, sob o controle de Brian David Mitchell – um fanático religioso que se autodenominava profeta – e sua cúmplice, Wanda Barzee.
A produção mergulha nas perguntas que a mídia da época não conseguiu responder:
Fonte: olhar digital





