Sindicom pressiona governo e aponta que restrições da Petrobras ameaçam o fornecimento de combustível pelas distribuidoras
O Sindicom, que representa as principais distribuidoras de combustíveis no Brasil, enviou ofício ao governo federal apontando riscos ao abastecimento nacional de combustível e pedindo que sejam tomadas providências para que a Petrobras retome os leilões de diesel e gasolina, que foram cancelados nesta semana.
No documento, do Sindicom afirmou que as suas distribuidoras têm observado um aumento relevante da demanda por produtos. Porém, relatam cortes nas cotas de fornecimento e negativa de pedidos adicionais nos meses de março e abril por parte da Petrobras.
A situação, contudo, “estressa o fluxo regular de produtos”, segundo o sindicato, que representa empresas como Vibra, Ipiranga e Raízen.
“O cenário global atravessa um dos choques mais severos da história recente. Elevando preços e intensificando a disputa internacional por suprimentos”, afirmou o Sindicom em nota.
“No plano doméstico, a ausência de diretrizes claras na política de preços e a incerteza no atendimento integral dos pedidos pela Petrobras — somadas à instabilidade no calendário de leilões e ao cancelamento intempestivo de certames — comprometem severamente a previsibilidade operacional e o planejamento estratégico dos agentes de distribuição”, afirmou o documento.
Procurada, a Petrobras não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.
Sobre o Sindicom
Em conclusão, confira três curiosidades sobre o Sindicom, representante das distribuidoras de combustíveis do Brasil.
O Sindicom representa as principais distribuidoras de combustíveis e lubrificantes do Brasil há mais de 80 anos, desde sua fundação em 1941.
Desenvolveu iniciativas que ampliam sua atuação além da representação trabalhista. Impulsionando a criação de associações ligadas ao setor, como a Andicom. Para estimular melhorias no ambiente de negócios e colaboração técnica em toda a cadeia de distribuição de combustíveis e lubrificantes no país.




