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Segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (16), pelo IBGE, o desemprego subiu em 12 estados brasileiros no 1º trimestre de 2025. Foto: Reprodução

Desemprego sobe em 12 estados brasileiros no 1º trimestre de 2025, diz IBGE

Após um levantamento do IBGE, descobriu-se que a taxa de desemprego subiu em 12 estados brasileiros no primeiro trimestre deste ano

taxa de desemprego subiu em 12 estados brasileiros no primeiro trimestre de 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Trimestral, divulgada nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nas outras 15 unidades da federação (UFs), o índice ficou estável, com oscilações menos expressivas na comparação com o quarto trimestre de 2024Veja abaixo.

  • Tiveram alta na taxa de desemprego: Piauí, Amazonas, Ceará, Pará, Pernambuco, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Maranhão, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraná.
  • Tiveram estabilidade: Bahia, Sergipe, Distrito Federal, Alagoas, Amapá, Paraíba, Acre, Roraima, Tocantins, São Paulo, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Santa Catarina.

As maiores taxas de desocupação foram registradas em Pernambuco (11,6%), Bahia (10,9%) e Piauí (10,2%); e as menores, em Santa Catarina (3,0%), Rondônia (3,1%) e Mato Grosso (3,5%).

No ano passado, o índice anual de desemprego caiu em todos os estados brasileiros (menos Roraima), sendo que 14 deles registraram o seu menor índice da história. Todavia, o desaquecimento do mercado de trabalho já era esperado.

No primeiro trimestre deste ano, a média geral do desemprego no Brasil foi de 7%, o que representa um aumento em relação ao trimestre anterior (6,2%). No entanto, essa foi a menor taxa para o período desde que o IBGE começou a calcular o índice, em 2012.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, seis estados tiveram queda na taxa de desemprego: Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Bahia, enquanto os demais apresentaram estabilidade.

Desemprego é maior entre mulheres e negros

Outro destaque da pesquisa divulgada nesta sexta-feira é a desocupação por gênero, cor ou raça e nível de instrução.

  • O levantamento mostra que a taxa de desemprego no primeiro trimestre deste ano foi de 5,7% para os homens e de 8,7% para as mulheres.
  • Por cor ou raça, o índice ficou abaixo da média nacional para os brancos (5,6%) e acima para os pretos (8,4%) e pardos (8,0%).
  • Além disso, a taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto (11,4%) foi maior que as dos demais níveis de instrução analisados. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 7,9%, mais que o dobro da verificada para o nível superior completo (3,9%).

Seguindo o padrão internacional, o IBGE classifica como desocupadas pessoas que não trabalham, mas que estão ativamente em busca de uma oportunidade.

Rendimento dos trabalhadores cresce no Sul e no Nordeste

As pessoas ocupadas receberam cerca de R$ 3.410 por mês no primeiro trimestre de 2025, por todos os trabalhos que tinham na semana de referência da pesquisa. É o que o IBGE chama de rendimento médio real habitual.

O Nordeste (R$ 2.383) e o Sul (R$ 3.840) tiveram expansão do rendimento nas comparações trimestral e anual, enquanto houve estabilidade nas demais regiões.

O Centro-Oeste (R$ 3.848), o Sul (R$ 3.840) e o Sudeste (R$ 3.814) registraram os maiores valores, enquanto o Nordeste (R$ 2.383) e o Norte (R$ 2.649) registraram os menores.

 Maranhão é o estado com mais informalidade

Os trabalhadores informais somaram 38,9 milhões no primeiro trimestre de 2025. Desse modo o que representa 38% do total de pessoas ocupadas no Brasil (taxa de informalidade).

Entre os estados com maior taxa, estavam Maranhão (58,4%)Pará (57,5%) e Piauí (54,6%). Já os menores percentuais foram de Santa Catarina (25,3%)Distrito Federal (28,2%) e São Paulo (29,3%).

Força de trabalho ‘desperdiçada’

A “taxa de subutilização” — que, na prática, representa a força de trabalho ” desperdiçada” no país — é formada por pessoas que têm potencial para trabalhar, mas não estão ocupadas ou não trabalham horas o suficiente.

No primeiro trimestre de 2025, 18,5 milhões de pessoas estavam nessa situação no Brasil. Esse grupo representa 15,9% da força de trabalho ampliada do país.

Entre os estados, Piauí (34%) teve a maior taxa. Seguido por Bahia e Alagoas (ambos com 27,5%), enquanto as menores taxas foram de Santa Catarina (5,3%), Espírito Santo (7,9%) e Mato Grosso (8,1%).

Ao todo, sete estados apresentaram aumento da taxa de subutilização em relação ao trimestre anterior, enquanto os demais tiveram estabilidade. Na comparação anual, no entanto, 16 estados registraram queda e o índice se manteve estável nos demais.

Fonte: IBGE