Câmara aprova venda de remédios em supermercados; deputados condicionam medida à presença de farmacêutico e espaço isolado
A rotina nos corredores de consumo pode mudar em breve, uma vez que os deputados aprovaram a venda de remédios em supermercados em todo o país. A Câmara dos Deputados deu o aval (2) ao projeto de lei e a medida agora depende apenas da sanção presidencial para entrar em vigor.
Como funcionará a venda
O projeto estabelece regras específicas para a comercialização de medicamentos dentro dos supermercados. O texto permite a instalação de farmácias ou drogarias nos estabelecimentos, desde que funcionem em espaço físico separado e exclusivo para a atividade farmacêutica.
Avaliação do setor farmacêutico
Em nota, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) afirmou que o projeto mantém as exigências sanitárias já previstas e busca ampliar o acesso da população aos medicamentos sem flexibilizar normas de segurança.
De acordo com o presidente da entidade, Walter da Silva Jorge João, o texto aprovado preserva pontos considerados essenciais pelo setor e reduz possíveis riscos sanitários.
Medicamentos controlados continuam com restrição
A proposta mantém regras mais rígidas para medicamentos de uso controlado. Esses produtos continuarão sujeitos a restrições e só poderão ser entregues ao consumidor após o pagamento e cumprimento das exigências legais já existentes.
Debate divide parlamentares
A votação gerou divergências entre deputados. Defensores da medida afirmam que a ampliação dos pontos de venda pode aumentar a concorrência e contribuir para a redução de preços.
O deputado Hildo Rocha (MDB-PA) argumentou que a proposta beneficia o consumidor ao facilitar o acesso aos medicamentos e estimular a competitividade no setor.
Já críticos alertam para riscos relacionados à automedicação e à descaracterização do papel das farmácias como estabelecimentos de saúde. A deputada Maria do Rosário (PT-RS) afirmou que medicamentos devem ser tratados como itens ligados diretamente à assistência em saúde e não como produtos comuns de varejo.
Por fim, com a aprovação na Câmara, o projeto segue agora para análise do presidente da República, que poderá sancionar ou vetar o texto.
Fonte: agência brasil




