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Relatório Prisma mostra que economistas pioraram as projeções para o déficit fiscal e a dívida pública em 2026. Foto: Adriano Machado/Reuters

Déficit fiscal e dívida pública pioram em 2026, apontam economistas

Mercado eleva projeção e prevê déficit fiscal de R$ 53,048 bilhões e dívida pública em 83,40% do PIB para 2026

Segundo o relatório Prisma divulgado (13), economistas consultados pelo Ministério da Fazenda pioraram as projeções para o déficit fiscal primário do governo central e a dívida pública em 2026, uma deterioração que não foi refletida nas estimativas para 2027.

A mediana das expectativas para o déficit primário em 2026 passou para R$53,048 bilhões no relatório de outubro, de R$52,271 bilhões em setembro. Para 2027, a previsão é de déficit de R$44,000 bilhões, rombo menor que a estimativa anterior de R$45,350 bilhões.

O governo pretende alcançar um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 (R$ 34,3 bilhões) e de 0,50% em 2027 (R$ 73,2 bilhões). No entanto, a meta exclui algumas despesas e prevê uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB.

O Prisma estimou que a dívida bruta do governo ficará em 83,40% do PIB em 2026, contra previsão de 83,20% apontada em setembro. Para 2027, a expectativa é que o indicador salte para 87,00% do PIB, mesmo patamar estimado no mês anterior.

Endividamento público e juros da dívida

A equipe econômica do governo tem argumentado que o endividamento segue elevado. Apesar de uma melhora em resultados primários ao longo dos anos, por conta do nível alto da taxa básica Selic, que eleva o gasto com juros da dívida pública.

A Selic está atualmente em 13,75% ao ano, após cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual. Mas o Banco Central não indicou o que fará com os juros básicos na próxima reunião. Que ocorre no início de novembro.

Do lado da arrecadação, a expectativa mediana da receita líquida do governo central para este ano, apontada no Prisma, caiu ligeiramente para R$2,580 trilhões, de R$2,581 trilhões no levantamento anterior. Para 2027, a projeção ficou praticamente estável em R$2,750 trilhões.

Por fim, na frente dos gastos, o governo manteve em R$ 2,625 trilhões a previsão para as despesas do governo central neste ano. No caso de 2027, a projeção das despesas é de R$2,793 trilhões, pouco acima dos R$2,792 trilhões apontados um mês antes.

Fonte: forbes