Corumbá repudia declaração sobre pesca esportiva
A Prefeitura de Corumbá manifesta repúdio às declarações do deputado federal Dagoberto Nogueira sobre a pesca esportiva no Pantanal, feitas durante reunião de preparação para a 15ª Conferência das Partes sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP 15), com o Ministério do Meio Ambiente e de Mudança de Clima na quinta-feira, 19 de março.
A administração municipal acredita que a fala desconsidera avanços históricos na regulamentação e na preservação dos recursos pesqueiros da região.
Desde as décadas de 1980 e 1990, a atividade pesqueira não tinha controle efetivo. Em Corumbá, porém, houve contribuição para a evolução. Assim, consolidou‑se um modelo sustentável. Além disso, houve redução de cotas. Do mesmo modo, fortaleceu‑se a fiscalização. Ademais, incentivou‑se a pesca esportiva.
Lei da Piracema
Por outro lado, medidas como a Lei da Piracema foram importantes. Também contribuiu a proibição da pesca do dourado. Essa proibição foi adotada no município em 2012. Posteriormente, ampliou‑se para todo o Estado em 2019. Como resultado, houve recuperação de espécies. Em outras palavras, isso ajudou a repovoar os estoques. Por fim, consolidou‑se a prática do pesque e solte.
Hoje, a pesca esportiva é um dos pilares do turismo sustentável local, gerando emprego, renda e promovendo a conservação ambiental. O modelo resulta de um esforço conjunto entre o poder público, o setor turístico e a comunidade.
A Prefeitura reafirma o compromisso com a preservação do Pantanal e com o desenvolvimento responsável, destacando que Corumbá é referência nacional e internacional em turismo de pesca esportiva alinhado às boas práticas ambientais.
A postura de Corumbá reafirma que conservação e desenvolvimento podem caminhar juntos. Em primeiro lugar, a pesca esportiva se tornou modelo de turismo sustentável. Sobretudo, ela preserva o Pantanal e gera renda para muitas famílias. Além disso, mantém empregos diretos e indiretos na região.
Por outro lado, interpretar esse modelo apenas como impacto ambiental é perder o contexto histórico. Desde as décadas de 1980 e 1990, houve evolução gradual. Posteriormente, adotaram-se cotas, fiscalização e pesque e solte. Assim, a recuperação das espécies passou a ser observada. Em síntese, Corumbá mostra que boas práticas ambientais também fortalecem a economia local.
Fonte: PM Corumbá




