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A Pesquisa de Intenção de Consumo do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS (IPF-MS) aponta que as compras da Páscoa devem cair 20% em MS e que, neste ano, cada consumidor deve gastar, em média, R$ 362,57, sendo R$ 186 com presentes e R$ 176 com comemorações. Foto: agência brasil

Com menos dinheiro no bolso, compras da Páscoa devem cair 20% em MS

Compras de Páscoa em MS devem recuar 19,6% com projeção de R$ 335,6 milhões em vendas

As compras de Páscoa em MS devem apresentar uma queda de quase 20% este ano. Com uma estimativa de movimentar R$ 335,6 milhões no comércio, o montante representa um recuo de 19,6% em relação ao ano passado, refletindo o cenário de uma população mais endividada e com menor poder aquisitivo para gastos supérfluos durante a Semana Santa.

Pesquisa de Intenção de Consumo realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS (IPF-MS), mostra que neste ano o gasto médio deve ser de R$ 362,57 por consumidor, sendo R$ 186 com presentes e R$ 176 com comemorações.

Dos mais de 2,5 mil consumidores ouvidos em 9 cidades, apenas 60% disseram que vão comemorar ou comprar ovos de Páscoa. E claro, os filhos são o principal motivo para os gastos de 58% dos ouvidos.

De acordo com a economista do IPF-MS, Regiane Dedé de Oliveira, o comportamento do consumidor neste ano revela maior cautela nas decisões de compra, reflexo do cenário econômico e do ajuste no orçamento das famílias.

“A pesquisa mostra um consumidor mais seletivo e atento ao planejamento financeiro. Embora a Páscoa continue sendo uma data relevante para o comércio, observamos uma postura mais prudente, com escolhas baseadas principalmente na qualidade do produto e na pesquisa de preços”, avalia.

População endividada

Os números mostram que o campo-grandense está sem dinheiro no bolso e deixando de pagar contas. Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor mostra que 70,1% das famílias de Campo Grande estavam endividadas em janeiro de 2026. O que representa, contudo, 246.050 famílias com algum tipo de dívida no município.

Conforme os dados levantados pela Fecomércio, entre as famílias que recebem até 10 salários mínimos, o nível de endividamento chega a 72,5%. Outro número alarmante é que 12,5% das famílias da Capital não terão condições de pagar as contas em atraso no próximo mês. O equivalente a 43.890 famílias.

Fonte: o jacaré