Comércio brasileiro teve queda em abril
O comércio brasileiro teve queda de 0,2% em abril, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS). No acumulado de 12 meses, as vendas cresceram 5,4%.
No mês, dois dos oito segmentos analisados apresentaram alta: Combustíveis e Lubrificantes (+2,2%) e Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (+1,9%). Outros grupos registraram queda.
Entre as perdas, Móveis e Eletrodomésticos recuaram 1,8%, Tecidos, Vestuário e Calçados caíram 0,8% e Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico tiveram queda de 0,7%. Livros, Jornais, Revistas e Papelaria caíram 0,5%, Artigos Farmacêuticos 0,2% e Material de Construção 0,1%.
No comparativo anual, seis dos oito segmentos mostraram alta. A maior variação foi em Combustíveis e Lubrificantes, com 14,4%, seguida por Material de Construção (7,4%) e Artigos Farmacêuticos (6,4%). Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo subiu 6,1%.
Outros artigos de uso pessoal e doméstico avançaram 4,3%, enquanto Tecidos, Vestuário e Calçados registraram aumento de 1,3%. As quedas anuais ficaram por conta de Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (-5,4%) e Móveis e Eletrodomésticos (-0,1%). Fonte: IVS.
Desafios imediatos da economia
Diante desse cenário, a oscilação mensal do comércio reflete os desafios imediatos da economia nacional. Primeiramente, a retração pontual de abril sugere uma cautela temporária no consumo das famílias brasileiras.
Nesse sentido, a inflação e os juros elevados podem estar impactando o poder de compra em setores específicos. Além disso, a priorização de itens essenciais, como alimentos e combustíveis, demonstra uma mudança estratégica no orçamento doméstico.
Atualmente, o desempenho robusto no acumulado anual sinaliza que o varejo mantém uma trajetória de recuperação estrutural. Sobretudo, a expansão de 5,4% nos últimos doze meses confirma a resiliência do mercado interno. Do mesmo modo, o crescimento expressivo em materiais de construção e produtos farmacêuticos indica investimentos em bem-estar e infraestrutura.
Certamente, as empresas precisam adaptar suas estratégias para capturar a demanda nos segmentos que apresentam maior dinamismo. Inegavelmente, o uso de dados precisos permite que os gestores antecipem tendências e estoques.
Portanto, o equilíbrio entre as perdas mensais e os ganhos anuais aponta para uma estabilização gradual do setor varejista. Dessa forma, espera-se que novas políticas de estímulo econômico possam reverter as quedas em bens de consumo duráveis. Finalmente, o fortalecimento do comércio é fundamental para sustentar o crescimento do Produto Interno Bruto.
Fonte: portaltela.com







