Chikungunya avança e número de mortos aumenta em Dourados
A Chikungunya avança em Dourados assim como em todo o Estado, elevando o número de mortos em MS para a seis neste ano, conforme revela o boletim epidemiológico divulgado (25) pela Secretaria do Estado de Saúde (SES).
As autoridades de saúde confirmaram mais dois recentes óbitos. Tratam-se de um idoso de 72 anos, residente em Bonito. Morreu no dia 19 deste mês. Também, um bebê de apenas um mês, de Dourados. Faleceu no dia 24.
Os casos confirmados aumentaram para 1.452. Incluem 21 gestantes infectadas. São 3.058 notificações da doença, somando os casos confirmados, quanto os que ainda estão em investigação e os já descartados.
As cidades que mais registram casos positivos da doença são; Fátima do Sul, com 477; Dourados, 368; Jardim, 209; Sete Quedas, 85; e Bonito, com 52. Apenas sete cidades ainda não contabilizam sequer um caso suspeito até agora, enquanto 11 estão no alerta vermelho da alta incidência.
A doença
A principal forma de transmissão é pela picada da fêmea infectada do mosquito Aedes aegypti. Outras formas menos comuns ocorrem por meio de transfusão de sangue. Bem como, da gestante para o bebê.
Não há transmissão por contato direto com um doente. Após picado, o paciente leva de 2 a 12 dias para começar a ter sintomas. Isto é, febre alta, dor muscular, dor de cabeça e fadiga.
O tratamento para a chikungunya visa aliviar os sintomas e melhorar o conforto do paciente:
- repouso e hidratação: prevenir a desidratação é fundamental, especialmente se houver febre
- analgésicos e medicamentos anti-inflamatórios: podem ser usados para diminuir a febre e aliviar a dor
- medidas para o alívio da dor nas articulações: aplicações de compressas frias ou quentes nas articulações afetadas podem proporcionar alívio temporário
Evolução dos casos
Primeiramente, o ano de 2026 se iniciou com 139 casos prováveis de chikungunya em Mato Grosso do Sul, 33,6% a mais que na última semana de 2025. Em seguida, começou uma escalada no número de casos. Todavia, houve leve queda na quarta e sexta semanas epidemiológicas deste ano.
No entanto, a partir de 15 de fevereiro, os casos explodiram, chegando ao pico de 477 suspeitas em sete dias, no início de março. Agora, o número de casos volta a ficar próximo do patamar registrado na quinta e sexta semanas — início de fevereiro — mas segue acima dos resultados de janeiro e da média nacional.
Por fim, mulheres são 57% dos sul-mato-grossenses acometidos pela doença, ante 43% de homens. Com relação à raça ou cor, 45% dos infectados em MS são pardos, 29,5% são brancos e 11,72% indígenas.
Fonte: Ascom SES MS




