A ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), celebrou a reunião que teve (10) com presidentes de Tribunais Regionais Eleitorais e afirmou, por meio de sua assessoria, que as regras éticas apresentadas por ela foram bem recebidas pelos magistrados.
Cármen avaliou o resultado da reunião como positivo e importante. O encontro marca o pontapé inicial nas discussões a respeito da carta de recomendação sobre a conduta de juízes eleitorais que vão atuar no pleito deste ano.
A despeito de ministros concordar com a necessidade de haver regras mais rigorosas aos magistrados, a forma como a presidente conduziu o processo e anunciou a medida causou mal-estar internamente.
Integrantes do TSE afirmam que souberam da proposta a partir do anúncio e se queixam da falta de comunicação sobre o texto e de construção conjunta sobre ele.
Uma ala do tribunal afirma concordar com a implementação de um código de conduta aos juízes que atuarão nas eleições deste ano. Mas diz ser preciso haver discussão e debate para a elaboração do texto. Trechos dele são contestados por colegas.
Presidente defende papel institucional
A ministra tem dito a interlocutores que, como presidente do TSE, cabe a ela falar institucionalmente em nome do tribunal. E que não tem o costume de submeter previamente suas falas. Contudo, a avaliação externada pela presidente do TSE é a de que a proposta é o ponto de partida para os debates internos.
A presidente do TSE afirmou que a legitimidade do Poder Judiciário está diretamente ligada à confiança da sociedade e defendeu a adoção de condutas ainda mais rigorosas e transparentes. Por parte dos juízes eleitorais.
Cármen defende que os magistrados devem ser “intransigentes” diante de qualquer sinal de desvio ético, especialmente no contexto do processo eleitoral. Os responsáveis apresentarão formalmente a recomendação na reunião dos presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais, marcada para o próximo dia 10 de fevereiro.
A carta de recomendação elenca dez pontos que envolvem, entre outros aspectos: a publicidade de agendas e audiências, a moderação em manifestações públicas sobre temas eleitorais, a vedação de demonstrações de preferência política. E a proibição do recebimento de presentes que possam comprometer a imparcialidade.



