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Levantamento da Abiove mostra que a capacidade da indústria de soja no Brasil alcança 86,4 milhões de toneladas, reflexo de novos investimentos e forte demanda por derivados. Foto: Divulgação

Capacidade da indústria de soja do Brasil cresce 13% e investimento mapeado soma R$7,65 bilhões

Impulsionada pelo Centro-Oeste, a indústria de soja do Brasil amplia sua capacidade para atender ao mercado de biocombustíveis e rações, projetando novos saltos produtivos

A indústria de soja do Brasil registrou aumento de 13,1% na capacidade de processamento em ​2026 em relação ao ano anterior, com ​o setor se beneficiando da demanda por farelo e óleo, de acordo com pesquisa anual divulgada nesta terça-feira (6) pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

A capacidade do ⁠setor cresceu ​para 86,4 milhões de toneladas de soja ao ano, ⁠o que excede o processamento projetado ​para 2026. Estimado em recorde de 63,5 milhões de toneladas, segundo dados da associação, que reúne empresas como ADM, ‌Bunge e Cargill, entre outras.

“O salto ‌expressivo de ​mais de 13% reflete a resposta da indústria para atender ao aumento da demanda por farelo e óleo, este último impulsionado ‌pelo biodiesel”, disse o diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral.

No Brasil, o óleo de soja responde pela maior parte da matéria-prima utilizada para a fabricação de biodiesel. O país é também o segundo exportador global de farelo de soja. Produto que também tem forte demanda interna como ingrediente para a ração utilizada pela ‌cadeia de carnes.

Investimentos ampliam capacidade

A demanda firme seguirá impulsionando o crescimento da capacidade no Brasil, indicou a Abiove, que mapeou investimentos já ​anunciados de cerca de R$7,65 bilhões no país. Esses projetos de expansão e de novas unidades, ‌com possibilidade de entrar em operação em um período de 12 meses, devem elevar adicionalmente a capacidade em 7,4 milhões de ‌toneladas/ano, segundo a associação.

“O volume ‌expressivo de recursos previstos é a prova da visão de longo prazo da indústria no ⁠país.” “Além de modernizar a infraestrutura e elevar a oferta de produtos de alto valor agregado, esse ciclo de expansão traz um impacto social direto. Gerando milhares de oportunidades de trabalho e fomentando a economia ​regional”, disse Amaral.

Na ​pesquisa de 2026, a Abiove apontou ainda que o total de plantas ativas cresceu de 131 em 2025 para 148. Enquanto as unidades paradas caíram de 12 para 6.

O setor registrou ainda três plantas em construção, ante seis no último levantamento.

Por fim, o Centro-Oeste segue como destaque, sendo responsável por 42,9% da capacidade nacional de ⁠processamento. Enquanto o Mato Grosso lidera entre os estados, respondendo por 21,6% ​do total.

Fonte: uol