Segundo apurou a CNN, o embaixador Sérgio Danese, representante do Brasil na ONU, deve reforçar a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que, (3) – mesmo dia em que os Estados Unidos atacaram a Venezuela –, disse que o país norte-americano cometeu uma “afronta gravíssima” e ultrapassou uma “linha inaceitável”.
A reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas foi solicitada pela Colômbia após a ação militar dos EUA em território venezuelano que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
O conselho é composto por cinco países permanentes – China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos – e outros 10 que são eleitos para mandatos de dois anos. A Colômbia é a atual representante da América do Sul. O Brasil não integra o grupo atualmente.
De acordo com as regras da ONU, países não-membros, como o Brasil, podem participar das reuniões do conselho e pedir o uso da palavra. Eles, porém, não têm direito a voto.
Ataque dos EUA à Venezuela
A operação militar para capturar Nicolás Maduro teve início por volta das 3h (horário de Brasília) de (3), com explosões e registros de fumaça em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, por cerca de 90 minutos.
Próximos passos
Nicolás Maduro deve comparecer pela primeira vez a um tribunal em Nova York às 14h desta segunda-feira (5), no horário de Brasília.
O Departamento de Justiça dos EUA afirma que Maduro e aliados transformaram as instituições venezuelanas em um esquema de corrupção alimentado pelo narcotráfico.
Por fim, em pronunciamento oficial, Donald Trump declarou que os Estados Unidos irão governar a Venezuela imediatamente após a captura de Maduro.



