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O Brasil vai participar, nesta segunda-feira (5), de reunião do Conselho de Segurança da ONU. A Colômbia solicitou o encontro após a ação militar dos Estados Unidos em território venezuelano, que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Foto: Reprodução/ Eduardo Munoz/Reuters

Brasil participa de reunião do Conselho de Segurança da ONU nesta segunda-feira

Brasil participa de reunião do Conselho da ONU no Conselho de Segurança para debater desdobramentos envolvendo Maduro

O Brasil participa, nesta segunda-feira (5), de reunião do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) para discutir a situação da Venezuela.

Segundo apurou a CNN, o embaixador Sérgio Danese, representante do Brasil na ONU, deve reforçar a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que, (3) – mesmo dia em que os Estados Unidos atacaram a Venezuela –, disse que o país norte-americano cometeu uma “afronta gravíssima” e ultrapassou uma “linha inaceitável”.

A reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas foi solicitada pela Colômbia após a ação militar dos EUA em território venezuelano que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.

O conselho é composto por cinco países permanentes – China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos – e outros 10 que são eleitos para mandatos de dois anos. A Colômbia é a atual representante da América do Sul. O Brasil não integra o grupo atualmente.

De acordo com as regras da ONU, países não-membros, como o Brasil, podem participar das reuniões do conselho e pedir o uso da palavra. Eles, porém, não têm direito a voto.

Esta será a terceira vez que o Conselho de Segurança da ONU realizará uma reunião para tratar da situação na Venezuela. Além disso, o órgão já realizou outros dois encontros em outubro e dezembro do ano passado.

Ataque dos EUA à Venezuela

A operação militar para capturar Nicolás Maduro teve início por volta das 3h (horário de Brasília) de (3), com explosões e registros de fumaça em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, por cerca de 90 minutos.

Tropas norte-americanas chegaram ao complexo onde Maduro e sua esposa, Cilia Flores, estavam. A Força Delta, unidade de elite de operações especiais do Exército dos Estados Unidos, liderou a ação.

Minutos após a captura, forças militares levaram Maduro e a esposa de helicóptero sobre o mar até o navio militar USS Iwo Jima, que estava no Caribe há meses. Horas depois, por volta das 18h40 (horário de Brasília), o líder venezuelano chegou aos Estados Unidos escoltado por agentes federais, algemado e vestindo roupas cinzas.

As autoridades encaminharam Maduro ao Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, onde ele permanece detido. Por outro lado, a unidade já recebeu outros presos envolvidos em casos federais de grande repercussão.

Próximos passos

Nicolás Maduro deve comparecer pela primeira vez a um tribunal em Nova York às 14h desta segunda-feira (5), no horário de Brasília.

O Departamento de Justiça dos EUA afirma que Maduro e aliados transformaram as instituições venezuelanas em um esquema de corrupção alimentado pelo narcotráfico.

Por fim, em pronunciamento oficial, Donald Trump declarou que os Estados Unidos irão governar a Venezuela imediatamente após a captura de Maduro.

Fonte: cnn