No momento, você está visualizando México e Filipinas abrem mercado para carne e soja brasileira
Brasil amplia acesso de produtos agropecuários ao exterior, com novas autorizações para o México e as Filipinas Foto: CNA

México e Filipinas abrem mercado para carne e soja brasileira

Brasil amplia acesso de produtos agropecuários ao exterior

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) informou que concluiu negociações sanitárias que ampliam o acesso de produtos agropecuários do Brasil ao exterior, com novas autorizações para o México e as Filipinas.

Em nota, o MAPA reportou que o México passou a autorizar a importação de carne moída brasileira, produto que será destinado principalmente ao varejo e à indústria de alimentos.

Em 2025, o mercado mexicano adquiriu mais de US$ 3,1 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, com destaque para carnes, produtos florestais e itens do complexo soja.

“A autorização para exportação de carne moída ao México fortalece a relação comercial e abre espaço para um produto de maior processamento”, informou o MAPA.

As Filipinas autorizaram a importação de soja em grãos do Brasil. No ano passado, o país asiático adquiriu mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros.

Sobre o mercado de soja

O mercado de soja no Brasil mantém-se como força motriz da balança comercial agropecuária. Em 2026, a safra 2025/26 projeta recorde histórico de 177,98 milhões de toneladas. Antes de tudo, o Mato Grosso lidera com 40,4 milhões de toneladas colhidas. Além disso, o Paraná e Rio Grande do Sul complementam o volume nacional.

Primordialmente, as exportações aceleram em fevereiro. Estima-se 11,6 milhões de toneladas embarcadas no mês. A China absorve 66% do total. No entanto, projeções anuais indicam 105 milhões de toneladas exportadas. Isso representa queda de 6% ante 2025. Ainda assim, receitas superam US$ 50 bilhões.

Em primeiro lugar, o processamento doméstico cresce 4,3%. A Abiove estima 61 milhões de toneladas esmagadas. Dessa forma, farelo de soja atinge 39 milhões de toneladas. Por outro lado, óleo vegetal impulsiona biodiesel B16. Consequentemente, consumo interno eleva-se para 10,5 milhões de toneladas.

Contudo, desafios climáticos preocupam produtores. Chuvas irregulares afetam o Centro-Oeste. Em contrapartida, tecnologia de precisão mitiga perdas. Por exemplo, sementes resistentes expandem áreas cultivadas. Ademais, irrigação avança em 15% dos campos.

Ao mesmo tempo, portos concentram operações. Santos processa 1,6 milhão de toneladas semanais. Paranaguá segue com 900 mil toneladas. Nesse sentido, logística modernizada corta custos em 12%. Por fim, a UE pressiona por sustentabilidade. Assim, certificações como ProTerra ganham espaço.

Ainda mais, estoques globais revisam-se para cima. No entanto, demanda chinesa sustenta prêmios acima de US$ 2 por bushel. Igualmente, Índia amplia compras de farelo. Por conseguinte, o Brasil reforça liderança mundial. Enfim, investimentos em infraestrutura garantem competitividade futura. O setor consolida resiliência ante volatilidades.

Fonte: CNN