Entre 2021 e 2025, a Anvisa registrou 537 internações relacionadas ao uso de canetas emagrecedoras
O número de internações relacionadas ao uso de canetas emagrecedoras tem crescido no país, desse modo, a Anvisa já registrou mais de 500 casos nos últimos anos. Lidar com o excesso de peso sempre foi um problema para a Helena, principalmente na adolescência. Aos 24 anos, com quase 120 quilos, a saúde deu um alerta.
Exames ainda mostraram que ela estava com
gordura no fígado. Para combater o problema e a
obesidade, o médico indicou o tratamento com canetas emagrecedoras. O medicamento já fez com que ela perdesse 36 quilos. Mas, antes de chegar a estes resultados positivos, a Helena levou um susto no meio do caminho. Entre os efeitos colaterais, ela teve dores abdominais e prisão de ventre que a fizeram passar uma noite no hospital.
De acordo Anvisa, entre 2021 e 2025, houve 537 internações relacionadas ao uso de canetas emagrecedoras. Mais de 70% eram mulheres. As causas estão ligadas à pancreatite e problemas digestivos.
Sobre as canetas emagrecedoras
Por fim, descubra três curiosidades sobre as canetas emagrecedoras.
Elas foram criadas para tratar diabetes
Medicamentos como o Ozempic e o Saxenda não surgiram originalmente para emagrecimento. Eles foram desenvolvidos para tratar diabetes tipo 2, mas durante os estudos clínicos os pesquisadores perceberam que os pacientes também perdiam peso.
Agem no cérebro, não só no estômago
Essas canetas utilizam substâncias como a semaglutida e a liraglutida, que imitam um hormônio chamado GLP-1. Esse hormônio envia sinais ao cérebro aumentando a sensação de saciedade e diminuindo o apetite — ou seja, a ação não é apenas “no estômago”, mas também no sistema nervoso.
Não funcionam sozinhas
Apesar da fama nas redes sociais, medicamentos como o Wegovy apresentam melhores resultados quando combinados com mudança alimentar e atividade física. Eles ajudam no controle do apetite, mas não substituem hábitos saudáveis.
Fonte: r7