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Além da agropecuária, a economia brasileira contou com o avanço da indústria, que cresceu 1,4%, e dos serviços, que expandiram 1,8%, para impulsionar o crescimento em 2025. Foto: Grupo Wink

Agropecuária cresce 11,7% e puxa crescimento da economia em 2025

Com avanço de 11,7% em 2025, a agropecuária lidera o crescimento da economia brasileira, impulsiona o PIB e registra safras e exportações recordes no ano

A agropecuária teve expansão de 11,7% em 2025, impulsionando a economia brasileira no ano, com crescimento de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3).

Foi o melhor desempenho entre os setores da economia: no mesmo período, a indústria avançou 1,4% e os serviços, 1,8%.

Segundo Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, o agro, as indústrias extrativas, informação e comunicação e outras atividades de serviços contribuíram com 72% do PIB no ano passado.

“Se olharmos só a agropecuária, ela responde por 33% de todo o crescimento da economia em 2025. Foi a que contribuiu mais para o crescimento do PIB olhando as atividades”, diz Pallis.

O forte crescimento do agro foi puxado por uma combinação de colheitas recordes, especialmente de soja e milho, além de um bom desempenho da pecuária, que também bateu marcas históricas.

“Também tivemos custos de produção menores e ganhos de produtividade”, acrescenta.

Esses fatores fizeram o Brasil colher a maior safra de grãos da história no ano passado. No total, foram 350,2 milhões de toneladas, puxadas por soja e por um volume de milho jamais registrado na série histórica.

No ano, a colheita de milho cresceu 23,6%, enquanto a de soja teve alta de 14,6%, segundo o IBGE.

Com a maior produção dos grãos, a exportação do setor também cresceu. A soja, por exemplo, bateu recorde com o embarque de 108,2 milhões de toneladas, um aumento de 9,5% na comparação com o ano anterior.

Uma das motivações para isso foi a guerra comercial entre Estados Unidos e China. Com os chineses comprando menos dos norte-americanos, a demanda foi redirecionada para o Brasil, explica Luiz Fernando Roque, especialista de grãos da consultoria Hedgepoint.

A pecuária brasileira também conseguiu superar os seus próprios recordes em um ano marcado pelo tarifaço dos Estados Unidos, segundo maior comprador de carne bovina do Brasil.

As exportações bateram recorde puxadas pela demanda chinesa. As vendas somaram 3,50 milhões de toneladas no ano, um aumento de 20,9% em relação a 2024.

Além disso, o abate de gado chegou a 42,3 milhões de cabeças, outra marca histórica do setor.