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Abacaxi vem ganhando espaço na renda do campo de MS. O Estado tem condições favoráveis para o cultivo da fruta Foto: Reprodução

A fruta doce e ácida que amplia renda de pequenos produtores em MS

Abacaxi vem ganhando espaço na renda do campo de MS

Pequenos produtores rurais de Sidrolândia (MS) estão em plena colheita do abacaxi, cultura que vem ganhando espaço nas propriedades e se firmando como uma opção para diversificar a produção e reforçar a renda no campo.

A colheita é feita de forma manual e começa nas primeiras horas do dia. Os trabalhadores cortam fruto por fruto, lidando com o sol e com as folhas da planta, que têm espinhos.

No assentamento São Pedro, a cerca de 50 quilômetros de Sidrolândia, o agricultor Antônio Barbosa Ghizoni investiu no abacaxi pensando em complementar a renda da família.

“Hoje está tendo em geral pra colher 50 mil pés, e tem mais 45 plantados. A gente vai tirar em torno de 45 mil frutas.”

Segundo ele, após o início da maturação, a fruta precisa ser retirada para não estragar ainda na lavoura.

“Tem que tirar ele todo, se não ele madura na lavoura. O pérola é mais pra comércio, ambulante, e o Havaí é mais pro Ceasa”, explica.

Clima e manejo exigem atenção

Mato Grosso do Sul tem condições favoráveis para o cultivo do abacaxi, como clima tropical e solo com boa drenagem de água. Sidrolândia é um dos polos produtores do estado, com plantio das variedades pérola e Havaí, principalmente em pequenas propriedades.

Mesmo com o clima mais favorável nesta safra, o cultivo exige cuidados constantes. A agricultora Creidiany Peixoto Ghizoni explica que é necessário haver proteção do calor.

“Se não colocar as embalagens queima tudo, perde o fruto, seca o caldo e não serve pra nada. Então só empapelando ele. Por isso que é o ano todo o trabalho, quando começa a brotar o fruto já começa a tapar eles pra não queimar, e continua, passando adubo, inseticida”, explica.

Além de atender o mercado local, ademais, parte da produção segue para centros de distribuição de outras cidades. Por exemplo, para Campo Grande e Dourados.

Em muitas propriedades, o abacaxi passou, do mesmo modo, a fazer parte do planejamento agrícola. No assentamento São Pedro, Douglas Salina Souza da Silva cultiva 12 hectares da fruta juntamente com a família. Primordialmente, trata-se de uma das maiores áreas da região.

“A gente tem em média de 200 a 250 mil de pés plantados. Nesse sentido, a diversificação é importante. Além disso, o abacaxi ajuda a manter a renda da família. Por fim, movimenta a economia aqui da região.”

A produção estadual deve chegar a 5,4 mil toneladas em 2026, o que representa um crescimento de 13% em relação ao ano passado. Mesmo com o aumento da oferta, o quilo do abacaxi é vendido por até R$ 5 em algumas propriedades, cerca de 11% a mais do que há um ano.

Fonte: G1