Pesquisa PeNSE 2024 do IBGE revela aumento nos casos de estudantes forçados a manter relações sexuais; maioria das agressões ocorre na infância e por pessoas próximas
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou (25) a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, que mostra que 9% dos estudantes de 13 a 17 anos sofreram obrigatoriedade, ameaças ou intimidação para manter relações sexuais contra a própria vontade ao longo da vida.
Sobre a pesquisa PeNSE
A PeNSE é realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde e com apoio do Ministério da Educação, e fornece indicadores sobre fatores de risco e proteção de escolares. A divulgação (25) é, contudo, a quinta edição do levantamento, realizado no ano de 2024, e oferece um retrato de uma população estimada em mais de 12,3 milhões de jovens entre 13 e 17 anos matriculados em escolas públicas e privadas de todo o país.
Outros tipos de violência sexual
Além disso, 18% dos alunos relataram que alguém os tocou, manipulou, beijou ou expôs contra a própria vontade. Esse tipo de violência foi mais frequente entre meninas (26%) do que entre meninos (11%).
Aumento em relação a 2019
Além disso, os dados também mostram que houve aumento em relação a 2019. Última edição da pesquisa: o percentual de estudantes que sofreram assédio sexual cresceu 3,8 pontos percentuais. Enquanto os casos de relação sexual forçada aumentaram 2,5 pontos percentuais.
Na maioria dos casos, os agressores eram pessoas próximas e não distantes. Entre os principais autores apontados estão outros familiares (26,6%), seguidos por pessoas desconhecidas (23,2%) e namorados(as) (22,6%).
Violência sexual na infância
Sobretudo, a violência sexual ocorre, muitas vezes, ainda na infância: 66% tinham 13 anos ou menos quando o episódio marcante aconteceu.




