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Segundo pesquisa da Nexus, três em cada dez brasileiros usam a IA para entender política e economia, e os jovens de 18 a 30 anos, da chamada geração Z, lideram esse uso. Foto: Freepik

3 em cada 10 brasileiros usam IA para entender política e economia

Brasileiros recorrem cada vez mais à IA para compreender política, economia e outros temas complexos do cotidiano

3 em cada 10 brasileiros já recorreram à inteligência artificial (IA) para entender temas considerados complexos, como política, economia e ciências. 

A pesquisa da Nexus indica que, dos mais de 2 mil entrevistados, 10% afirmam usar as ferramentas com esse objetivo frequentemente, enquanto 20% já utilizaram algumas vezes.

Sobretudo, o uso é mais intenso entre os jovens de 18 a 30 anos, a chamada geração Z: 4 em cada 10 já recorreram à IA para aprender sobre assuntos políticos, econômicos ou científicos considerados mais complexos.

No extremo oposto, estão os baby boomers (nascidos entre 1946 e 1964), entre os quais apenas 13% relatam esse tipo de uso.

Além disso, o uso de IA em temas complexos também muda de acordo com a renda e a escolaridade do brasileiro:

Entre pessoas com ensino superior completo, 39% usam IA para este fim,
O índice cai para 32% entre quem tem ensino médio,
Para 20% entre aqueles com ensino fundamental.

O mesmo padrão aparece na segmentação por renda: 39% dos que ganham mais de cinco salários mínimos utilizam IA para esse fim. Contra 22% entre quem recebe até um salário mínimo.

IA entra nas decisões do dia a dia

Além disso, a pesquisa da Nexus também revela que 29% dos brasileiros se sentiriam confortáveis em usar IA como apoio para decisões relacionadas à saúde e ao bem-estar.

Outros 28% afirmam que as ferramentas poderiam ser usadas para automatizar tarefas de trabalho ou estudo. E 23% veem a tecnologia como aliada para aumentar a produtividade.

O uso voltado a trabalho e produtividade é mais comum entre pessoas com ensino superior e renda acima de cinco salários mínimos (35%).

Por outro lado, a aplicação da IA em saúde e bem-estar aparece mais entre indivíduos com renda de até um salário mínimo (34%). Mulheres e pessoas de 45 a 60 anos (32%).

Fonte: exame