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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, aprovou projeto que proíbe fiança para acusados por pedofilia. Foto: Reprodução/agência senado

Senado aprova projeto que proíbe fiança para acusados por pedofilia

Plenário do Senado avançou em projeto que proíbe o pagamento de fiança para acusados de pedofilia

No mesmo dia em que o plenário do Senado aprovou a lei contra a “adultização” de crianças e adolescentes, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa avançou em um projeto que proíbe o pagamento de fiança para acusados de crimes ligados à pedofilia. Contudo, a proposta foi aprovada em caráter “terminativo”, ou seja, deve seguir para a Câmara, caso não sejam apresentados recursos.

O texto elenca os crimes tidos como inafiançáveis:

  • Corrupção de menores;
  • Satisfação de lascívia mediante a presença de criança ou adolescente;
  • Favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente;
  • Divulgação de cena de estupro quando cometido contra vulnerável;
  • Divulgação, aquisição, armazenamento e posse de pornografia infantil;
  • Venda ou comercialização de pornografia infantil;
  • Simulação ou indução de pornografia infantil;
  • Aliciamento de crianças e adolescentes para fins sexuais.

Sobre o projeto de adultização

Por fim, entenda um pouco sobre a lei de adultização que foi aprovado pelo Senado.

O que é o PL da Adultização?

  • O PL 2.628/2022, também chamado de “ECA Digital”, estabelece um conjunto de regras para proteger crianças e adolescentes em ambientes digitais, como redes sociais, aplicativos e jogos eletrônicos.

  • A proposta cria um Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, com obrigações para plataformas, controle parental, verificação de idade mais rigorosa e combate à exposição indevida de menores — aquilo que se chama de “adultização” nas redes.

Principais pontos do texto aprovado:

Remoção de Conteúdo Impróprio
Plataformas devem retirar imediatamente conteúdos relacionados a abuso ou exploração infantil e informar as autoridades competentes sem necessidade de ordem judicial.

Controle Parental e Verificação de Idade

  • Criação de mecanismos confiáveis (não apenas autodeclaração) para garantir a idade correta dos usuários.

  • Contas de menores (até 16 anos) devem estar vinculadas aos responsáveis.

Proteções Específicas no Digital

  • Privacidade reforçada e configurações mais restritivas para menores.

  • Proibição do uso de dados pessoais para publicidade direcionada a essa faixa etária.

Proibição de “Loot Boxes” em Jogos

Caixas de recompensa virtuais, consideradas semelhantes a jogos de azar, foram vetadas para menores.

Autoridade Reguladora e Penalidades

  • Criação de uma autoridade nacional autônoma para fiscalizar, editar regulamentos e monitorar o cumprimento da lei.

  • Infrações sujeitas a advertência, multas (de até R$ 50 milhões), suspensão temporária ou proibição das atividades da empresa. Multas revertidas ao Fundo Nacional da Criança e do Adolescente.

O que motivou o projeto?

A pressão pela aprovação veio com a ampla repercussão do vídeo “Adultização”, publicado no início de agosto de 2025 pelo influenciador digital Felca, que denunciou a sexualização e exploração de crianças em redes sociais. Após isso, o conteúdo viralizou, provocando mobilização social e política imediata.

Fonte: infomoney