SED de MS abre vagas para Curso Normal Médio Indígena
A Secretaria de Estado de Educação (SED MS), em parceria com o Centro Estadual de Formação de Professores Indígenas de Mato Grosso do Sul (CEFPI MS), publicou edital com 40 vagas para a 7ª turma do Curso Normal Médio Intercultural Indígena Ára Verá.
O processo seletivo tem como objetivo atender à demanda por formação de novos professores indígenas das etnias Guarani e Kaiowá que já concluíram o Ensino Médio e residem em comunidades do Território Etnoeducacional Cone Sul. As vagas estão distribuídas entre áreas de retomadas e reservas indígenas da região.
Para participar, os interessados devem encaminhar à comissão de seleção local a ficha de inscrição devidamente preenchida. Além disso, precisam enviar uma carta de intenção, conforme modelo disponível no edital.
Requisitos para candidatura
Podem se candidatar pessoas que atendam aos seguintes critérios: é necessário ter concluído o Ensino Médio ou equivalente. Também é preciso pertencer às etnias Guarani ou Kaiowá. Além disso, o candidato deve residir no Território Etnoeducacional Cone Sul. Por fim, é obrigatório estar em exercício da docência, ainda sem formação inicial.
As inscrições permanecem abertas até o dia 13 de janeiro de 2026 e devem ser entregues diretamente às comissões locais de cada comunidade. Informações adicionais podem ser obtidas pelo telefone (67) 99806-6208 ou pelo e-mail cursoaravera@gmail.com.
De acordo com o edital, o curso será ofertado pela SED em regime de alternância, com etapas presenciais intensivas previstas para janeiro e julho de 2026, além de atividades orientadas ao longo do ano. A iniciativa integra as ações de fortalecimento da formação de professores indígenas no estado, com foco na valorização das línguas e das culturas Guarani e Kaiowá.
Fortalecimento da educação escolar indígena
A iniciativa, portanto, representa oportunidade concreta de fortalecer a educação escolar indígena a partir das próprias comunidades. Além disso, ao ampliar o número de professores formados, o curso contribui para garantir práticas pedagógicas alinhadas às realidades Guarani e Kaiowá.
Desse modo, a formação intercultural valoriza saberes tradicionais e, ao mesmo tempo, dialoga com o currículo oficial, favorecendo uma escola mais inclusiva. Assim, quem deseja atuar ou já atua como docente e preenche os requisitos encontra, nesta oportunidade, um caminho estruturado de profissionalização. Por fim, investir nessa formação significa também investir na autonomia, na memória e no futuro dos povos indígenas.
Fonte: Ascom CEFPI MS



