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Preço da soja voltou a subir após uma sequência de quatro baixas consecutivas. Indicador Cepea aponta alta de 1,02% Foto: Reprodução

Soja interrompe sequência de baixas no Brasil e volta a subir

Preço da soja voltou a subir

Após uma sequência de quatro baixas consecutivas, o preço da soja voltou a subir no porto de Paranaguá (PR). O indicador Cepea encerrou o dia (5) em alta de 1,02% em relação ao fechamento anterior.

Os preços no mercado interno, que estão em trajetória descendente, tiveram um respiro diante da combinação de alta nos valores do dólar e também da elevação das cotações na bolsa de Chicago.

Na bolsa de Chicago, os preços seguiram em alta, com a indicação de demanda firme. Os papéis do grão com entrega para março subiram 1,83%, cotados a US$ 11,1225 o bushel.

Nas demais praças do Brasil, levantamento da AgRural mostra a saca de soja em Ponta Grossa (PR) a R$ 123, alta de R$ 1 em relação ao dia anterior.Em Passo Fundo (RS), a saca teve alta de R$ 0,50, terminando cotada a R$ 124. Em Primavera do Leste (MT), o valor foi de R$ 106,50, com elevação de R$ 1,50. Já em Luis Eduardo Magalhães, a soja terminou o dia cotada a R$ 112, alta de R$ 0,50.

Chuvas irregulares mantêm lavouras de soja sob alerta no Rio Grande do Sul

Com o plantio de soja praticamente encerrado no Rio Grande do Sul, produtores agora aguardam a regularização das chuvas para garantir um estágio de desenvolvimento favorável às plantas no final de ciclo. Segundo a Emater-RS, a semeadura em solos gaúchos chegou a 99%, em linha com os trabalhos registrados nessa mesma época do ano passado. A maior parte das lavouras (46%) está em fase de floração.

Em boletim, a Emater destacou que chama a atenção a heterogeneidade dos cultivos da soja no Estado. “Observam-se lavouras com adequado crescimento vegetativo e alto potencial produtivo, contrastando com áreas sob estresse hídrico, inclusive dentro de uma mesma região ou até no mesmo município”.

A Emater ressaltou áreas de várzea. Além disso, solos mais profundos ou, do mesmo modo, com boa cobertura de palhada mantêm melhores condições. Por isso, refletem em maior uniformidade e, acima de tudo, potencial produtivo. Ainda assim, em áreas de solos rasos e, nesse sentido, compactados, os sintomas de estresse são evidentes. Por exemplo, murcha temporária, queda de flores bem como abortamento de vagens.

Sobre a colheita de milho no Rio Grande do Sul, a Emater indicou os trabalhos a 35%. Do mesmo modo, isso compara-se a 44% colhidos um ano antes. Assim também, representa 38% da média dos últimos cinco anos.

Assim como acontece na soja, o clima também traz dois cenários distintos para as lavouras do cereal. “Observa-se expressiva variabilidade de desempenho produtivo em função da distribuição irregular das chuvas e da coincidência do déficit hídrico com estádios críticos, especialmente floração e enchimento de grãos. Em áreas irrigadas, os rendimentos estão elevados, enquanto as lavouras de sequeiro apresentam reduções consolidadas de produtividade”.

Fonte: Globo Rural