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Entenda por que o mercado financeiro está otimista em relação à economia nesta semana. Foto: Reprodução/ Victor Moriyama/Bloomberg

Carnaval: Mercado financeiro sinaliza semana da “alegria perfeita” na economia

Mercado financeiro projeta semana positiva para a economia, com indicadores globais e locais favorecendo otimismo

O mercado financeiro sinaliza uma semana de economia em ritmo de “alegria perfeita”. Em contraposição à “tempestade perfeita”, termo cunhado para designar a influência simultânea de fatores negativos, o período de Carnaval inicia-se sob um otimismo raro. Não é somente a folia no Brasil que vai pausar as negociações até quarta-feira (18), à tarde; o cenário global também colabora para o hiato: o Ano-Novo chinês será celebrado até quinta-feira (19), enquanto os EUA interrompem o pregão nesta segunda-feira (16) devido ao Dia do Presidente.

“A proliferação de feriados ao redor do mundo não significa, entretanto, paralisia na agenda econômica. Com exceção da temporada de balanços, sem divulgação agendada para a semana que, será a vez dos dados da balança comercial japonesa de janeiro, com a expectativa, de acordo com economistas do ING, de forte alta das exportações devido a um efeito-calendário favorável e a uma base baixa do ano anterior, novamente beneficiadas por semicondutores”, comenta Leandro Manzoni, analista da plataforma Investing.com.

Mercado financeiro sinaliza semana da “alegria perfeita” na economia

Na quarta-feira pela manhã, os investidores estarão atentos à produção industrial de janeiro dos EUA. À tarde, será a vez da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), quando houve a manutenção, sem unanimidade, da taxa de juros no intervalo entre 3,5% e 3,75%. No Brasil, após o Carnaval, o Banco Central divulga o Boletim Focus, cujas últimas estimativas apontam redução do IPCA para o fim de 2026. Mas manutenção nas projeções de inflação para 2027 e 2028.

Na quinta-feira, 19, o Banco Central divulga o IBC-Br, considerado a prévia do PIB, juntamente com o lançamento de uma página dedicada integralmente ao indicador. Após novembro ter surpreendido o mercado com uma alta de 0,7% em relação ao mês anterior, os números de dezembro do IBC-Br podem vir mais baixos, especialmente após a frustração com os dados de produção industrial, volume de serviços e vendas no varejo do IBGE, que vieram abaixo do consenso no mês.

Balança comercial

No mesmo dia, a balança comercial de dezembro dos EUA deve registrar um déficit maior, segundo economistas do ING. À noite, o Japão deve apresentar os dados de inflação, com desaceleração para níveis abaixo da meta de 2% ao ano. O ING projeta que o CPI nacional passe de 2,1% em dezembro para 1,5% em janeiro. Com contribuição dos subsídios do governo à conta de energia e da estabilização dos preços dos alimentos.

O dia mais importante da semana será a sexta-feira, 20. Haverá a primeira leitura do PIB dos EUA do quarto trimestre, com expectativa de desaceleração de 4,4% para 3%, ainda em patamar considerado satisfatório. Além disso, será divulgado o índice PCE de janeiro, indicador de inflação preferido do Fed, com expectativa de aceleração. A projeção do índice cheio do PCE é de alta de 0,2% em dezembro para 0,4% em janeiro na comparação mensal. Enquanto, no acumulado em 12 meses, a estimativa é de elevação de 2,8% para 2,9%. Já para o núcleo do PCE, que exclui os preços de itens voláteis, como alimentos e energia, a expectativa é de aceleração de 2,8% para 3% na variação anual.

Expectativa de taxa de juros

“Se essas expectativas se confirmarem, Jerome Powell deverá manter a taxa de juros nas duas reuniões restantes à frente do Fed. Apesar de a inflação ao consumidor divulgada, 13, ter vindo abaixo do esperado e com desaceleração no índice cheio, enquanto o núcleo veio em linha com o consenso, o que mais importa para os membros do Fed é o PCE, que permanece ao redor de 3% ao ano”, comenta Manzoni.

Por fim, com a recuperação do mercado de trabalho apontada no último Relatório de Emprego Não-Agrícola, com geração líquida de 130 mil vagas e recuo da taxa de desemprego de 4,4% para 4,3% em janeiro, o prognóstico de Powell, na entrevista coletiva após a última reunião de política monetária, de que o mercado de trabalho se estabilizou, mostrou-se correto, com sinais de recuperação após a taxa de desemprego ter subido de 4,1% para 4,6% em meados de 2025.

Fonte: conectando teu mundo