Com mais de 56% da produção global e quase 70% dos novos pedidos, a indústria de construção naval da China consolida domínio absoluto do mercado mundial em 2025
A indústria de construção naval da China manteve sua posição como líder mundial em três indicadores-chave pelo 16º ano consecutivo em 2025, segundo dados divulgados pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação de Pequim.
De acordo com as estatísticas oficiais, a produção de navios chinesa atingiu 53,69 milhões de toneladas de porte bruto (DWT) no ano passado. Um aumento de 11,4% em relação a 2024, o que representa 56,1% do total global — mais da metade de toda a produção mundial.
O setor também liderou com folga em novos pedidos, com 107,82 milhões de DWT registrados em 2025, o que equivale a 69% do mercado global. Refletindo forte demanda por embarcações construídas em estaleiros chineses.
Além disso, as encomendas em carteira — pedidos ainda não entregues — somaram 274,42 milhões de DWT até o fim de dezembro de 2025, um crescimento de 31,5 % em relação ao ano anterior. E representando 66,8 % das ordens mundiais, consolidando o domínio chinês também no pipeline de produção futura.
Especialistas destacam que esses resultados reforçam a posição da China como principal centro global de construção naval. Com capacidade industrial e logística que supera as de concorrentes tradicionais na Ásia e na Europa, apesar de variações cíclicas no setor global.
A China State Shipbuilding Corporation e outros grandes estaleiros chineses lideram tanto novos pedidos quanto as entregas de embarcações comerciais. Incluindo navios de carga, petroleiros e porta-contêineres. E, além disso, mantêm uma ampla vantagem de market share frente a rivais sul-coreanos e japoneses.
Enquanto a China expande sua capacidade de produção em massa e competitividade de custos, a República da Coreia tem buscado recuperar seu papel por meio de tecnologia avançada e inovações em frotas ecológicas. Com foco em navios de alto valor agregado e soluções sustentáveis.
Japão perde participação, mas mantém nichos estratégicos
Por sua vez, o Japão enfrenta uma redução gradual de sua participação global, mantendo competitividade em nichos específicos. Mas com participação menor no total de pedidos e entregas em comparação com décadas passadas.
Especialistas do setor afirmam que “os estaleiros tornaram-se os novos campos de batalha geopolíticos”, pois a capacidade de construir navios com rapidez e em grande escala confere vantagem estratégica em economia, comércio e projeção de poder marítimo.
Fonte: MIIT – Pequim



