O governo autorizou a Força Nacional de Segurança Pública, a proteger os municípios de Boa Vista e Pacaraima, por 90 dias
O governo federal autorizou por 90 dias o uso da Força Nacional de Segurança Pública nos municípios de Boa Vista e de Pacaraima, no estado de Roraima. O estado faz fronteira com a Venezuela, que vive um momento de incertezas após ataques dos Estados Unidos (3) contra a capital Caracas e os estados de Aragua, Miranda e La Guaira. Além disso, a ação ainda sequestrou o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores.

Os agentes vão atuar nas atividades e nos serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública e proteção das pessoas e do patrimônio. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). Sobretudo, o governo de Roraima informou que monitora a fronteira e está em contato com autoridades federais.
Nesta semana, chegou ao fim o impasse que vinha desde 2018 entre o estado de Roraima e a União por causa do aumento das despesas no estado com o fluxo migratório de venezuelanos na região. Roraima defendia a tese de que, pela posição geográfica, o estado teria assumido de forma desproporcional os impactos da crise no país vizinho. Por isso, pediu compartilhamento das despesas com o governo federal.
Ficou decidido, então, nesse acordo, que a União vai repassar diretamente ao estado o valor de R$ 115 milhões.
Esse recurso será usado somente nas áreas de:
- saúde,
- educação,
- segurança pública, e
- sistema prisional.
Por fim, só falta a homologação do acordo no Supremo Tribunal Federal.
Sobre Nicolás Maduro
Em conclusão, entenda a seguir o motivo pelo qual os EUA capturaram o Maduro.
O governo dos EUA, liderado por Donald Trump, afirmou que o objetivo de deter Maduro foi por supostos crimes como narcotráfico e defender a segurança nacional, além de pressionar por uma mudança de governo na Venezuela. Críticos nacionais e internacionais afirmam que essa ação viola o direito internacional e a soberania venezuelana, e também existe interesse estratégico em controlar o petróleo e reduzir a influência de aliados de Cuba, Irã e Rússia na região.
Fonte: agência brasil



