Integrantes do governo federal veem um cenário positivo para agilizar a análise do acordo comercial entre Mercosul-UE no Congresso Nacional.
A intenção da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é que o Parlamento aprove o texto ainda neste primeiro semestre. Tanto pela validação do acordo quanto pelos ganhos eleitorais que pode trazer.
Até o momento, a mensagem percebida pelo governo é que a maioria dos parlamentares está disposta a aprovar o acordo, em uma convergência, sem maiores sobressaltos ou contaminação político-partidária.
De todo modo, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, já se posicionou à disposição dos parlamentares para fazer esclarecimentos técnicos — se trata de um texto complexo com milhares de páginas — e apresentar oportunidades em decorrência dele, por exemplo.
O vice-presidente e ministro responsável pela pasta, Geraldo Alckmin (PSB), e sua equipe estão em contato constante com parlamentares em posições-chave. Responsáveis, contudo, por comissões que tratarão do tema.
Como, por exemplo, o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), e o presidente da comissão da representação brasileira no Parlasul, deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP).
Além dos dois, Alckmin recebeu (3) outros 14 parlamentares para discutir o assunto. Segundo o vice-presidente, houve um consenso “em relação à importância de darmos urgência à tramitação” do acordo.
Em sua avaliação, uma aprovação célere “pode ajudar na possibilidade de obtermos uma vigência provisória do acordo”.
A ideia é votar o texto no plenário da Câmara dos Deputados até o final de fevereiro. Depois, o texto também tem que passar pelo Senado. Desse modo, o acordo foi encaminhado (2) pelo Planalto ao Congresso.
Impacto econômico e abertura de mercados
Em conclusão, por meio do acordo, União Europeia e Mercosul devem eliminar as tarifas sobre cerca de 90% das exportações entre si. Parte dos produtos já terão as tarifas zeradas de imediato depois das ratificações do Parlamento Europeu e dos Congressos dos países que compõem o Mercosul. Alguns setores passarão por um processo mais gradual.
Fonte: cnn




