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Empresário japonês paga milhões de dólares por atum-rabilho de 243 quilos, capturado na costa norte do país Foto: Unsplash

TÓQUIO: Empresário japonês desembolsa US$ 3,2 milhões por atum de 243 quilos em leilão

Empresário japonês paga milhões de dólares por atum-rabilho

Um leilão de Ano Novo em Tóquio registrou algo histórico: um empresário japonês desembolsou o equivalente a US$ 3,2 milhões por um atum-rabilho de 243 quilos, capturado na costa norte do país. O comprador foi Kiyoshi Kimura, dono de uma famosa rede de restaurantes e conhecido nacionalmente como o “Rei do Atum”.

O evento foi realizado na madrugada desta segunda-feira (5). Logo depois do lance, Kimura comentou que esperava pagar menos, mas que o valor “subiu num instante”.

Kiyoshi Kimura arrematou o peixe por 510,3 milhões de ienes. Esse valor representa o maior preço já pago desde o início do leilão anual, em 1999. O recorde anterior era de 333,6 milhões de ienes, feito em 2019 por um atum-rabilho de 278 quilos, e o lance mais alto de 2024 havia ficado em 207 milhões.

Durante os anos da pandemia de Covid-19, o mercado japonês de peixes viveu um período de baixa, já que os restaurantes operavam com restrições. Com a retomada do consumo, os preços voltaram a crescer, impulsionando a disputa por exemplares raros como o do leilão deste ano.

Especialistas em conservação marinha afirmam que o atum-rabilho do Pacífico mostra sinais de recuperação após quase entrar em colapso. Segundo Dave Gershman, da Pew Charitable Trusts, o plano de manejo criado em 2017 vem dando resultado, e “se forem adotadas novas medidas em 2026, a espécie terá um futuro promissor”.

Sobre o consumo sustentável

Em primeiro lugar, esse recorde reacende o debate sobre consumo sustentável. Por isso, consumidores questionam preços exorbitantes. Da mesma forma, chefs buscam equilíbrio entre tradição e responsabilidade. Além disso, o plano de manejo de 2017 inspira otimismo. Portanto, novas medidas em 2026 podem garantir a espécie.

Do mesmo modo, o Japão lidera a recuperação global do atum. Em consequência, mercados internacionais acompanham de perto. Por outro lado, ativistas cobram cotas mais rígidas. Dessa forma, o futuro depende de ações coordenadas. Afinal, preservar o atum-rabilho exige compromisso coletivo. Assim, o leilão simboliza tanto esplendor quanto alerta ambiental.

Fonte: Infomoney