Pós eleições: Mercado vê fim do corte de juros e discute possível alta da Selic
O resultado inesperado das eleições presidenciais e a forte deterioração dos ativos no mercado devem levar o Banco Central a interromper o corte de juros da Selic.
O resultado inesperado das eleições presidenciais e a forte deterioração dos ativos no mercado devem levar o Banco Central a interromper o corte de juros da Selic.
O Banco Central (BC) informou (13) que ainda há R$ 5,79 bilhões em dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras. Os valores, contabilizados até agosto de 2026, podem ser consultados por pessoas físicas, incluindo falecidos, e empresas por meio do Sistema Valores a Receber (SVR).
As instituições financeiras terão cinco dias úteis para informar ao governo as dívidas que pretendem oferecer para renegociação na primeira etapa do Desenrola 3.0. O Diário Oficial da União publicou, em edição extraordinária, a portaria com o edital de chamamento.
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) esclareceu (19) que o perdão das dívidas tributárias do MEI (Microempreendedor Individual) inscritas na Dívida Ativa da União será automático, sem necessidade de solicitação ou cadastro. A medida está prevista no Projeto de Lei Complementar 186/2026, aprovado pelo Congresso Nacional, e ainda depende de sanção presidencial para entrar em vigor.
A inadimplência das empresas brasileiras chegou a 9,3 milhões de negócios em agosto de 2026, novo recorde da série histórica mensal da Serasa Experian. O total representa uma alta de 14,3% em relação ao mesmo mês de 2025.
Foi sancionado ontem (21) o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 186/2026, que prevê o perdão de dívida de quem atua como microempreendedor individual (MEI) com a União, além de ampliar o limite anual de faturamento da categoria.
O governo federal deve publicar nesta quinta-feira (22) o edital de chamamento para que bancos e outras instituições financeiras, além de FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), possam aderir ao Desenrola 3.0.
O endividamento recorde e os juros altos pressionam o varejo, a construção e os bancos, gerando consumidores mais cautelosos e alta inadimplência, enquanto o mercado aguarda novos cortes da Selic.
Os pagamentos do Bolsa Família de outubro serão concluídos nesta quarta-feira (21), quando o dinheiro será liberado para os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) terminado em 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0. Neste mês, o governo federal concentrou os depósitos em apenas três datas, antecipando o calendário habitual.
O dólar opera em queda aproximando-se de R$ 5, e Ibovespa superou os 208 mil pontos nesta terça-feira (20). O desempenho positivo dos ativos brasileiros foi impulsionado pela desvalorização da moeda norte-americana no exterior, pelo fluxo de investimentos estrangeiros e pelo cenário eleitoral.