O aumento dos preços da soja norte-americana ampliou a diferença com os carregamentos brasileiros. O que forçaria os compradores chineses a pagar prêmios muito mais altos do que os pagos desde novembro, disseram operadores.
A soja norte-americana para embarque em abril foi cotada a US$2,08 a US$2,48 o bushel acima do contrato de soja de maio da Bolsa de Chicago (CBOT), incluindo custo e frete para a China, contra embarques brasileiros com prêmios de US$1,18 a US$1,33 o bushel.
“O spread entre o Brasil e os EUA é de cerca de US$50 por tonelada em base FOB”, disse um trader de Cingapura. “Isso não faz sentido comercial.”
Nesses níveis, a China pagaria até US$400 milhões a mais por oito milhões de toneladas de soja norte-americana do que pelas cargas brasileiras.
Esmagadoras privadas não devem entrar no mercado
Mesmo com os preços em paridade, é improvável que as esmagadoras privadas entrem no mercado para comprar, principalmente com Pequim ainda impondo uma tarifa de 13% sobre a soja norte-americana. Contra 3% sobre as cargas brasileiras.
As esmagadoras privadas chinesas não compraram uma única carga de soja norte-americana na temporada que começou em setembro, preferindo se voltar para o Brasil e a Argentina, disseram os operadores.
As margens de esmagamento no principal centro de processamento da China, em Rizhao, têm sido negativas desde agosto.
Desde dezembro, a Sinograin realizou quatro leilões, vendendo cerca de 2 milhões de toneladas de soja importada das reservas. Para, contudo, liberar espaço para as remessas norte-americanas que estão chegando.
Por fim, os comerciantes disseram que esperam mais leilões após o feriado do Ano Novo Lunar deste mês.




