Em 2025, o Brasil superou o México em vendas de BMW na América Latina
A BMW ampliou sua presença no Brasil e passou a ser peça-chave na estratégia global do grupo para a América Latina. Em 2025, o país consolidou-se como principal mercado da marca na região, superando o México em vendas da BMW e ganhando peso em produção, engenharia e tecnologia.
No Brasil, o segmento premium registrou crescimento acelerado. A BMW emplacou 16.865 carros, alta de 4,1% frente a 2024, enquanto a MINI somou 1.591 unidades, alta de 3,4%. Juntas, as duas marcas chegaram a 34,6% de participação no mercado premium brasileiro, o que representa um em cada três veículos desse segmento vendidos.
Pelo lado regional, o México continua com maior volume total para o grupo, com 18.950 unidades em 2025. Mesmo assim, a BMW ultrapassou o México no Brasil quando se observa apenas a marca BMW. Reiner Braun, CEO do BMW Group América Latina, resume: o Brasil hoje é um dos mercados com maior participação da marca no mundo, segundo entrevista exclusiva à Forbes Brasil.
Fábricas, motos e tecnologia
O Brasil se diferencia na América Latina por reunir, sob a mesma bandeira, fábrica de carros, fábrica de motos, engenharia especializada e hub de tecnologia. Em Araquari (SC), a BMW mantém a planta que produz modelos como X1, Série 3 e X5 híbrido plug-in, com cerca de 11 mil veículos em 2025, aproximadamente um terço da capacidade instalada. Contudo, a nacionalização fica em torno de 40%, subindo para 60% quando pintura e soldagem são feitas no país. A fábrica também abastece, hoje, exclusivamente o Brasil.
Por outro lado, em Manaus (AM), a BMW Motorrad opera a primeira unidade fora da Alemanha dedicada à montagem de motocicletas. A escolha está ligada à Zona Franca e a incentivos econômicos locais. A engenharia instalada na planta catarinense desenvolve tecnologias para a região, incluindo projetos de blindagem e adaptações para o mercado brasileiro, fortalecendo a atuação como plataforma regional.
Mover, previsibilidade e investimentos
A visão de futuro passa pela previsibilidade regulatória. O programa Mover, com metas de longo prazo para a indústria automotiva e foco na descarbonização, é destacado como elemento central. Decisões de investimento de grande porte, como a construção de novas plantas, dependem de regras estáveis e planejamento de médio e longo prazo.
A BMW planeja investir R$ 1,1 bilhão no Brasil até 2028, somando esforços com outras montadoras que anunciaram recursos bilionários. O objetivo é ampliar a escala, manter a abertura tecnológica e sustentar o crescimento do portfólio, inclusive com veículos flex.
Desempenho de produtos e lançamentos
O apetite brasileiro por esportivos também impulsiona os resultados. Em 2025, as vendas de modelos de performance cresceram 9%, totalizando 1.677 unidades. No segmento de alto luxo, X7 e i7 somaram 240 unidades, alta de 21,8%. Com esse cenário, a BMW confirmou o lançamento do M135 xDrive, previsto para fevereiro, com pré-venda ainda a divulgar. Dessa forma, o hatch esportivo terá 317 cv e aceleração de 0 a 100 km/h em menos de 5 segundos.
Liderança regional
A partir de 1º de março, a liderança regional da BMW muda. Maru Escobedo, atual CEO do BMW Group Brasil, assume a presidência do BMW Group América Latina, substituindo Reiner Braun e respondendo por 27 países. Braun permanecerá no grupo, em posição ainda não divulgada. Desse modo, a reestruturação sinaliza que a “fórmula Brasil” — produção local, foco em performance, abertura tecnológica, pós-venda forte e apoio financeiro — pode orientar a estratégia latino-americana.
Em conclusão, os números de 2025 reforçam a posição do Brasil como centro de decisões para a região. Com fábrica em Santa Catarina, motos em Manaus, engenharia dedicada e hub de tecnologia, o país projeta mais lançamentos e edições especiais para 2026, consolidando a atuação da BMW na América Latina.
Fonte: portal tela





