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Após a China anunciar limites para as importações de carne bovina, o governo do México publicou (5), duas resoluções que limitam a importação do produto. Foto: Reprodução

Após decisão da China, México também restringe importação de carne

 Governo do México resolveu restringir importação de carne bovina e suína, o que deve impactar diretamente países exportadores, como o Brasil

O governo do México publicou (5), duas resoluções que passam a limitar a importação de carne bovina e suína com isenção de imposto. Até então, as compras desses produtos do exterior tinham tarifa zero, sem restrição de volume.

As novas regras criaram cotas de importação. Tudo o que ultrapassar esses limites passará a pagar imposto, o que deve impactar diretamente países exportadores, como o Brasil.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços mostram que, de janeiro a novembro de 2025, a carne bovina foi o segundo produto mais exportado pelo Brasil ao México, enquanto a carne suína ocupou a décima posição.

A decisão mexicana ocorre poucos dias depois de a China, maior compradora da carne bovina brasileira, também anunciar limites para as importações do produto.

Como ficam as novas regras

Com a mudança:

  • O México poderá importar até 70 mil toneladas de carne bovina sem tarifa. O volume excedente será taxado em 20%.
  • Para a carne suína, a cota livre de imposto será de 51 mil toneladas, com taxa de 16% sobre o excedente.

As medidas valem até 31 de dezembro deste ano.

Nas resoluções, o governo mexicano afirma que as cotas buscam manter o “equilíbrio entre a oferta externa e a produção nacional”. A restrição se aplica a países fora da América do Norte e que não possuem acordo comercial com o México.

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal, a cota deve ser utilizada principalmente por Brasil, Chile e União Europeia. Já a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes informou que aguarda orientações do governo mexicano sobre a distribuição das cotas.

O frango, principal produto exportado pelo Brasil ao México, segue com tarifa zerada, conforme informou a ABPA.

Importância do México para o Brasil

Entre janeiro e novembro de 2025, o México foi o sétimo maior destino da carne suína brasileira, considerando o valor exportado. No caso da carne bovina, o país ocupa a quinta posição entre os maiores compradores, atrás de China, Estados Unidos, União Europeia e Chile.

Medidas semelhantes na China

A decisão mexicana vem na esteira de medidas adotadas pela China, que anunciou cotas anuais de importação de carne bovina para proteger seus produtores. Atualmente, a taxa de importação é de 12%, mas o volume que exceder as cotas passará a pagar sobretaxa de 55%.

Essas regras entraram em vigor em 1º de janeiro de 2026 e terão validade de três anos. Para 2026, a China fixou uma cota total de 2,7 milhões de toneladas, número próximo ao recorde de 2024, mas inferior ao volume importado nos primeiros 11 meses de 2025.

Fonte: MDIC